FONTE: BBC BRASIL (UOL CIÊNCIA E SAÚDE).
Uma equipe internacional de cientistas afirmou que as pessoas são influenciadas de forma subconsciente pelo peso daqueles que os cercam, então amigos gordos podem levar uma pessoa a engordar também.
O estudo de cientistas da Universidade de Warwick, Dartmouth College e Universidade de Leuven chamou o fenômeno de "obesidade imitativa".
A pesquisa foi apresentada em uma conferência de economia em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos e analisou dados relativos a 27 mil pessoas de toda a Europa.
Os cientistas sugerem que as escolhas em relação à aparência são baseadas nas pessoas que cercam o indivíduo. Então, se as pessoas com as quais um indivíduo convive são gordas, seria admissível ser gordo também, segundo os pesquisadores.
Para Andrew Oswald, professor da Universidade de Warwick que participou do estudo, "o crescimento da obesidade precisa ser pensado como um fenômeno sociológico e não um fenômeno psicológico".
"As pessoas são influenciadas por comparações relativas, as regras mudaram e ainda estão mudando", afirmou.
Ricos e pobres
Oswald afirma também que o "consumo de calorias aumentou, mas ninguém nos disse a razão de as pessoas estarem comendo mais".
"Alguns argumentaram que a obesidade é produto de alimentos mais baratos, mas se gordura é uma resposta ao maior poder de compra, por que observamos, de forma rotineira, que as pessoas ricas são mais magras que as pobres?", questiona o cientista.
"Muitas das pesquisas sobre obesidade, que destacaram o estilo de vida sedentário ou a biologia humana ou o fast-food, não prestaram atenção no ponto mais importante."
Mas, para o médico David Haslam, diretor clínico do Fórum Nacional de Obesidade da Grã-Bretanha, as causas do aumento na obesidade são mais complexas.
"É um pouco de atrevimento apontar as influências sociológicas - existe muito mais do que isto."
"Se você está cercado de pessoas, sejam amigos ou na casa de seus familiares, que estão acima do peso, você está dividindo o mesmo ambiente onde há mais chances de haver abundância do tipo errado de alimentos", afirmou.
O estudo das universidades européias também descobriu que cerca de metade das mulheres da Europa que participaram da pesquisa se sentem acima do peso. Pouco menos de um terço dos homens pesquisados sentem o mesmo.
USAR O SUTIÃ ERRADO PODE CAUSAR DANOS AOS SEIOS, DIZ ESTUDO...
FONTE: BBC BRASIL (UOL CIÊNCIA E SAÚDE).
Mulheres que usam o tipo de sutiã errado podem estar causando danos aos seios sem saber, segundo um alerta feito por pesquisadores britânicos.
Uma equipe da Universidade de Portsmouth testou cerca de 50 tipos de sutiã em centenas de mulheres durante os últimos três anos, e disse que os que oferecem pouco suporte podem fazer com que frágeis ligamentos nos seios se estiquem demais.
Segundo os pesquisadores, durante uma sessão de exercícios os seios se movimentam até 21 cm para cima e para baixo, e de um lado para o outro.
Entretanto, a maioria dos sutiãs apenas limita o movimento vertical, eles afirmaram. E alertaram especialmente os modelos esportivos que se parecem a uma camiseta regata mais curta.
"Muitas mulheres têm preferências por determinados tipos de sutiã e não compram outro tipo de jeito nenhum", disse Wendy Hedger, uma das pesquisadoras responsáveis pelo projeto.
"Quando se fala em sutiãs esportivos, por exemplo, muitas mulheres não compram nada que se pareça com um sutiã normal - elas acham que se o sutiã não pode ser retirado pela cabeça, como uma camiseta, então não é um sutiã esportivo de verdade", afirmou.
"Mas a verdade é que os sutiãs que têm o fecho nas costas, como um sutiã tradicional, é que oferecem um excelente suporte", completou.
Hedger observou que o hábito de comprar sempre o mesmo tipo de sutiã faz com que muitas mulheres limitem suas escolhas a opções erradas, que podem causam dor e desconforto.
"Há um estigma social sobre determinados tamanhos. Muitas mulheres não querem ser vistas como tendo seios muito pequenos ou muito grandes, e compram sutiãs que não caem bem só para se encaixar dentro do que consideram ser um tamanho normal", afirmou.
A pesquisadora notou que o formato e o tamanho dos seios mudam ao longo da vida de uma mulher, que pode necessitar de diferentes tipos de sutiã com o passar dos anos, especialmente em fases como a amamentação e a menopausa.
MANHÃ É PERÍODO DE MAIOR RISCO DE ATAQUE CARDÍACO, DIZ MÉDICO...
FONTE: FOLHA ONLINE.
Problemas cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo todo. Entre eles está o ataque cardíaco, cuja ocorrência está relacionada a fatores como hipertensão, tabagismo, obesidade, dieta não-saudável, estresse e período do dia. Sim, período do dia. O ritmo circadiano -relógio biológico que controla todos os ciclos diários naturais do organismo- está ligado à incidência de infartos. Em determinados períodos do dia, há mais chances de sofrer um ataque do coração do que em outros.
Quem pensa que a "zona de risco" é o final do dia, após uma estressante jornada de trabalho, está errado, alerta Roberto Manfredini, professor de medicina da Universidade de Ferrara (Itália). Em entrevista à revista "Time", ele afirma que o perigo maior se concentra entre 6h e 12h. "Os períodos mais perigosos são a manhã e durante a última fase do sono", diz Manfredini. No horário matutino, o risco é 40% maior para colapsos cardíacos súbitos, ruptura de aneurisma da aorta, embolia pulmonar e derrames. "Se você considerar apenas as três primeiras horas após acordar, o risco triplica."
Isso acontece porque a maioria das funções cardiovasculares segue o ritmo circadiano, que tem um padrão naturalmente oscilatório. "Um ataque cardíaco está ligado ao desequilíbrio entre o aumento da demanda e a diminuição do suprimento de oxigênio para o miocárdio. Infelizmente, algumas funções nas primeiras horas do dia demandam mais oxigênio, como acordar, iniciar atividades físicas e o aumento do cortisol (que eleva a pressão e os níveis de açúcar sangüíneos). Tudo isso leva ao crescimento do consumo de oxigênio e ao mesmo tempo contribui para a constrição das veias. Você então diminui o calibre dos vasos e reduz o fluxo sangüíneo para as coronárias", explica o médico.
Durante o final do sono, outros fatores levam ao aumento do risco de ocorrências cardíacas. Quando dormimos, nossa pressão sangüínea está mais baixa e o coração trabalha menos. Mas, no último estágio do sono (REM, sigla de "rapid eye movement", "movimento rápido dos olhos"), quando acredita-se que sonhemos mais, há uma grande alta na atividade do sistema nervoso autônomo, mais até do que no período de vigília. Segundo Manfredini, essas alterações no organismo não trazem riscos para a maioria das pessoas saudáveis, mas podem implicar perigo para quem tem histórico de doenças cardiovasculares.
Asma e epilepsia
Um estudo do Programa Cronobiológico da Divisão da Medicina do Sono da Universidade de Harvard (Massachusetts), já tratou da influência do ritmo circadiano na ocorrência desses incidentes. Além de problemas cardiovasculares, a pesquisa, coordenada por Steven A. Shea, demonstrou que a epilepsia do lóbulo temporal é mais comum na parte da tarde e a asma é pior à noite.










